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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Roubalheira: Henrique Alves (PMDB) indicou conta para propina diz dono da Gol


O empresário e fundador da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino relatou a procuradores da República em Brasília que esteve com o presidente Michel Temer para avalizar uma contribuição ilegal de R$ 10 milhões para políticos do PMDB durante a campanha de 2012.

As informações são do jornal O Globo que fez a apuração junto a duas pessoas que tiveram acesso às negociações entre Constantino e a procuradoria a fim de obter um acordo de delação premiada na Lava Jato. O empresário afirmou que fez o acerto da propina com o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em uma reunião que contou com a presença de Temer, então vice-presidente.

Constantino pontuou, entretanto, que a discussão sobre a propina em si não foi feita na presença de Temer. O assunto havia sido tratada anteriormente com o ex-deputado, mas que o presidente teria ido ao encontro para avalizar a proposta dos pagamentos.

O encontro não consta na agenda oficial da Vice-Presidência da República. Os R$ 10 milhões informados na delação teriam sido pagos nos dias posteriores ao evento, em uma espécie de contrapartida a uma série de solicitações do Grupo Comporte, da família de Constantino, no governo federal e do Distrito Federal, que também teriam sido beneficiados pelos pagamentos. Em contrapartida, a Gol seria beneficiada em um pacote de inclusão de empresas do setor de transportes na política de desoneração da folha de pagamento de funcionários e também com a desoneração do ICMS do querosene de aviões no Distrito Federal. A primeira medida foi implantada ainda em 2011 e a segunda em abril de 2013.

Também, segundo o Globo, além de Cunha e Temer, o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) teria participado do encontro. Por meio de sua assessoria, Temer negou a reunião.

A negociação da colaboração premiada de Henrique Constantino começou no final de 2016. O empresário da Gol afirmou que o pagamento da propina ocorreu por meio de contas e empresas indicadas por Eduardo Cunha, Henrique Alves, o operador Lúcio Funaro e Felippelli.

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